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Noticia de: 02 de Junho de 2021 - 09:03
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Depois do PIB do 1º trimestre, três economistas analisam o que esperar do futuro; leia as entrevistas

Economistas de diferentes vertentes afirmam que o Brasil precisa debelar a pandemia de coronavírus, lidar com a desigualdade social e avançar com uma agenda de reformas para tornar o país mais justo e competitivo.

Eduardo Giannetti, Ilan Goldfajn e Laura Carvalho — Foto: Divulgação; Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo; Felipe Felizardo/Divulgação

A crise provocada pelo coronavírus impôs uma agenda bastante clara para o Brasil. Economistas de diferentes vertentes podem até discordar dos caminhos a serem seguidos, mas são unânimes em afirmar que o país precisa debelar a pandemia, avançar com a vacinação, lidar com a desigualdade social e colocar de pé uma agenda de reformas que torne o país mais justo e competitivo.

Há ainda um outro consenso: depois do crescimento de 1,2% no primeiro trimestre e a expectativa de um avanço mais acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, a economia deve desacelerar em 2022, voltando para uma expansão na faixa de 2% a 2,5%.
O G1 e a GloboNews conversaram com três economistas que têm participado ativamente do debate público, seja na academia, em campanhas eleitorais ou em cargos do governo.

Em comum, os economistas olham para o futuro com o temor de que uma nova onda de coronavírus coloque a recuperação esperada em xeque e são céticos com a capacidade do governo Jair Bolsonaro de avançar com as reformas estruturais necessárias.

'Falta uma agenda de recuperação da economia', diz Laura Car

Pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Universidade de São Paulo, economista diz que o país precisa avançar com uma agenda de investimentos e de transferência de renda se quiser se beneficiar de forma mais intensa do boom de commodities.
A economista Laura Carvalho avalia que o Brasil enfrenta uma grande incerteza com o rumo da pandemia de coronavírus e não tem uma agenda capaz de garantir uma recuperação robusta da atividade econômica.

Na avaliação dela, o novo boom das commodities até pode ajudar a economia brasileira, mas o país precisa desenvolver programas de investimentos e de transferências de renda para conseguir se beneficiar desse movimento global.

"A gente, nos anos 2000, usou de alguma forma esse cenário externo favorável, mas também houve uma série de políticas que contribuíram para uma expansão da economia brasileira: realizamos investimentos em infraestrutura e houve uma expansão de programa de transferência de renda", afirma Laura, pesquisadora-líder do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Universidade de São Paulo.
"De maneira geral, falta uma agenda de crescimento, de recuperação da economia", diz.

'Quadro social brasileiro é absolutamente dramático', diz Eduardo Giannetti

Economista defende novas medidas emergenciais para atenuar ‘o drama da fome’, mas alerta que só a volta do emprego vai reduzir as desigualdades de forma estrutural
Para o economista e filósofo Eduardo Giannetti, o quadro social do Brasil é "absolutamente dramático" e pode se transformar em uma catástrofe, caso novas medidas não sejam adotadas.

Segundo ele, o governo precisa atuar no curtíssimo prazo, no que classificou de "o drama da fome". Mas Giannetti também defende ações mais estruturais, de médio e longo prazos, com foco na geração de emprego.

"Nós não vamos reduzir a nossa desigualdade secular e obscena com transferência de renda. Essas políticas são bem-vindas e válidas, mas têm caráter emergencial", afirma. "O mais importante é a volta do emprego. Não há política social melhor do que a geração de vagas."

'Imagem do Brasil está desgastada, mas piora não precisa ser permanente', diz Ilan Goldfajn

Para presidente do conselho do Credit Suisse no Brasil e ex-comandante do BC, investidores têm dúvidas em relação às contas públicas e à capacidade de o país acelerar o crescimento econômico.
Ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn diz que a imagem do Brasil está desgastada entre os investidores internacionais. Há dúvidas em relação aos rumos das contas públicas e à capacidade de o país acelerar o crescimento. Mais: o descuido com o meio-ambiente e o descontrole da pandemia de coronavírus também tornam a imagem do país nebulosa no exterior.

"Os investidores estrangeiros olham para o Brasil e identificam dois problemas principais. O primeiro é o fiscal. Ou seja, será que o Brasil vai conseguir fechar as contas ao longo do tempo? E o segundo é que eles olham para o crescimento e dizem: 'Olha, esse país cresce pouco. Eu quero investir em países que crescem mais'", afirma Ilan, atual presidente do conselho do banco Credit Suisse no Brasil.

Por G1

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