24 de Maio de 2019 | 12:11
redacao@diariodoms.com
-->

Warning: getimagesize(/home/diaridoms/public_html/fotos/noticias/8665_0.jpg) [function.getimagesize]: failed to open stream: No such file or directory in /home/diariodoms/public_html/inc.exibe.php on line 49
Policial
Noticia de: 11 de Março de 2019 - 15:37
Fonte A - A+

Oito anos após crime, cunhado deve acusar irmã e mãe de Marielly

Segundo o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, familiares do suspeito informaram que a mãe e a irmã de Marielly tiveram participação no crime; réu estaria disposto a contar nova versão em julgamento

Uma reviravolta promete marcar o júri de Hugleice da Silva, suspeito de ter participado de um aborto malsucedido que resultou na morte da cunhada Marielly Barbosa, encontrada morta em um canavial em agosto de 2011. A sentença de pronúncia que decretou a prisão preventiva e levará o réu a júri foi dada na última sexta-feira (8) pelo juiz Fernando Moreira da Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, cidade distante a 71 quilômetros de Campo Grande. A data do julgamento ainda não foi marcada.

Conforme o advogado de defesa de Hugleice, José Roberto Rodrigues da Rosa, ele foi procurado pela família do cliente na última sexta, informando que o réu está disposto a falar tudo sobre o crime no julgamento. Segundo Rosa, a irmã e a mãe de Marielly também estariam envolvidas no caso e Hugleice teria assumido toda a autoria para defender a família.

 

Para Rosa, o pedido de prisão preventiva de Hugleice é equivocada, uma vez que o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, que realizou o procedimento de aborto, aguarda o julgamento pelo crime em liberdade. ''É uma decisão absurda. Vai prendê-lo por causa da repercussão do caso. O juiz quer holofotes'', defendeu o advogado, que entrará nesta tarde com pedido da habeas corpus.

Crime prescrito - Hugleice responde na Justiça pelos crimes de instigação ao aborto com resultado em morte e ocultação de cadáver.

Mesmo se for condenado, Hugleice responderá pelo crime em regime aberto, já que a ocultação de cadáver já prescreveu e o de instigação ao aborto, com pena de até quatro anos, prevê o cumprimento em regime aberto.

 

Marielly foi morta em agosto de 2011 e teve o corpo desovado em um canavial. (Foto: Arquivo Familiar)Marielly foi morta em agosto de 2011 e teve o corpo desovado em um canavial. (Foto: Arquivo Familiar)

Tentativa de feminicídio - O réu está preso em Rondonópolis, no Mato Grosso, depois de esfaquear a esposa Mayara Barbosa – irmã mais velha de Marielly. O crime ocorreu no dia 18 de novembro na cidade mato-grossense, após o suspeito encontrar mensagens de Mayara com um vizinho, que insinuava um relacionamento extraconjugal entre os dois. Depois do crime, Hugleice fugiu para Ponta Porã.

No dia 23 de novembro o suspeito foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no quilômetro 267, da BR-163, quando chegava em Dourados. O advogado entrou com pedido de habeas corpus e acredita que em um prazo de até 60 dias o réu seja colocado em liberdade.


campograndenews

social aqui