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Policial
Noticia de: 03 de Julho de 2018 - 08:09
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No portão ou na internet, nem todo drama é real, descobre vítima de golpe

No portão ou na internet, nem todo drama é real, descobre vítima de golpe

Prestes a reformar a casa de uma golpista, uma arquiteta de Campo Grande descobriu que nem todo drama é real. Mais que isso, a vítima viu de perto que uma mãe implorando ajuda à filha transplantada após leucemia pode ser mentira, e das grandes. É bem triste, mas mobilizar amigos ou depositar qualquer quantia em dinheiro requer pesquisa e verificação da situação.

No último dia 30 de junho, por exemplo, Paula Magalhães, que é arquiteta em Campo Grande, usou o Facebook para mobilizar amigos e ajudar uma viúva desesperada. O pedido na rede social gerou três carregamentos de doações que foram imediatamente entregues, entre eles colchão, botijão de gás, alimentos e roupas.

Ao Campo Grande News, Paula contou que a golpista foi até a empresa de sua mãe implorando por ajuda, pois o marido caminhoneiro morreu baleado durante assalto e, que na miséria, acompanhava a luta da filha contra a leucemia. Além disso, a golpista pedia dinheiro para comprar morfina e amenizar as dores da criança.

Enquanto contava a triste história e enganava as vítimas, a mulher afirmou ter doado a própria medula à filha, que passou por transplante no Hospital Regional, mas desenvolveu uma infecção ao receber alta. Imediatamente, arquiteta se mobilizou para ajudar e planejou uma reforma da residência, já que o problema da infecção se desenvolveu no imóvel.

“Ela disse que o problema era a casa e que a infecção se desenvolveu depois que ela voltou. Como conheço muita gente desse meio e a menina tinha voltado para o hospital, pensei em reformar a casa para a criança ter condições de voltar para a residência”, disse.

Nesse intervalo, uma amiga da família questionou a história e perguntou se mãe e filha já tinham visitado a criança. Foi a partir daí que o drama desmoronou e o golpe veio à tona.

Este não é um golpe, mas criminosos costumam publicar pedidos semelhantes. (Foto: Reprodução)Este não é um golpe, mas criminosos costumam publicar pedidos semelhantes. (Foto: Reprodução)

“Primeiro minha mãe chamou a mulher e disse que gostaria de visitar a menina. Mas a mulher desconversava e ficava mandando mensagens de Deus. Até que ela cedeu dizendo que a menina tinha sido transplantada no Hospital Regional e depois levada para o Hospital Universitário, e que a visita era das 8h as 9h. Minha mãe foi aos dois hospitais, não encontrou a criança e descobriu que nenhum dos locais fazia o procedimento”, disse.

No entanto, o problema não para por aí. Enquanto alguns criminosos usam os filhos, outros utilizam animais doentes para conseguir dinheiro. Com a foto de um animal debilitado e uma conta bancária, golpistas fazem a festa e atrapalham o trabalho de protetoras reais. Ligar no veterinário ou até mesmo visitar o animal é uma opção.

Uma clínica veterinária do Bairro Vila Rica, por exemplo, orienta que as defensoras de animais não usem o nome unidade nos anúncios. “Algumas vezes já ligaram perguntando de animais que nem estavam aqui. Mas se utilizam o nome da clínica no Facebook aparece para nós e podemos filtrar caso se trate de um golpe”, disse uma das veterinárias.

Agora, depois do golpe, a família está preocupada e não sabe se procura a polícia para registrar um boletim de ocorrência, pois durante a entrega das doações muitas pessoas estavam no local, que mais parecia um ponto de vendas de drogas.

Transferência da ajuda – Mesmo diante do golpe, mãe e filha não perderam o desejo de ajudar e pretendem transferir as doações para outra pessoa, desta vez, com uma história verídica e de grande valia. A doação será para uma cozinheira do Bairro Noroeste, que foi proibida de continuar a fazer a comida para crianças do lixão. A cozinha improvisada da moradora não atendia as regras da vigilância sanitárias e com muito custo, a mulher montou outro local.

Quem quiser ajudar com doações de alimentos, eletrodomésticos ou móveis para cozinha pode entrar em contato pelo telefone (067) 9 9215-1212.


campograndenews 

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