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Economia
Noticia de: 28 de Maio de 2018 - 08:30
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Caminhoneiros decidem nesta segunda se voltam ao trabalho

As manifestaes de caminhoneiros por rodovias do Estado devem continuar, pelo menos por mais uma noite, mesmo depois do presidente Michel Temer anunciar medidas como tentativa de acordo. Ao menos em MS, os grupos que ocupam pacificamente diversos pontos do estado, aguardam um posicionamento oficial da Abcam e devem se reunir amanh para decidir o futuro do protesto.

"Estamos aqui no aguardo, mas tudo indica que tudo vai continuar como est. At porque os caminhoneiros entenderam que a populao tambm espera mudanas e, as medidas anunciadas, como reduo do diesel, querendo ou no beneficiariam apenas os caminhoneiros. Eles aguardam a reduo da carga tributria sobre os combustveis como um todo", relatou Wellington Dias, presidente da AMU (Associao dos Motoristas Autnomos e por Aplicativos de Mobilidade Urbana).

Para o presidente do Setlog (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logstica de Mato Grosso do Sul) a expectativa que os pontos de manifestaes e de bloqueios sejam desfeitos amanh. "Nem todo mundo est rodando, mas porque tambm no adianta sair de um ponto e acabar parando a 50 ou 60 quilmetros de distncia. Espero que at amanh um acordo seja feito", declarou Cludio Cavol.

No perodo da tarde, a continuidade da manifestao era unanime por parte dos caminhoneiros parados no posto Caravgio, em Campio Grande, e o prprio presidente do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros do Estado), Osni Bellinatim indicava isso.

"No est sendo preciso impedir a passagem, a greve conseguiu unir do pequeno caminhoneiro ao grande e, pela primeira vez, sentimos que no precisa ficar fechando a rodovia, todo mundo entendeu e est optando por no rodar", afirmou Bellinati.

Caminhoneiros que participam das manifestaes confirmam a afirmao de Bellinati. "Ontem teve uma reunio onde eles falaram proibio de impedir algum de ficar e ningum levantou a mo para ir embora, vamos continuar", afirmou Antnio Marcos Lelis.

Jos Pedro Franciscon, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), tambm opinou. "No vamos desistir, enquanto no tiver um resposta favorvel, vamos continuar aqui. J conseguimos mostrar a fora que ns temos e vamos continuar", relatou o caminhoneiro que est parado h cinco dias no local.


campograndenews 

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