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Política
Noticia de: 21 de Maio de 2018 - 09:26
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“Terei minha candidatura registrada porque sou ficha-limpa”, diz André

Durante o encontro do MDB realizado neste sábado (19), no clube Nipo-brasileiro, a  “Comitiva MS Maior e Melhor”., contando com a presença dos ministro Carlos Marun (secretaria de Governo) e do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles – pré-candidatos do partido à presidência da República, o evento foi aberto com o discurso da senadora Simone Tebet. A ex-prefeita de Três Lagoas defendeu o nome de Meirelles para a cadeira do Executivo federal.

“Pesquisas apontam que o primeiro turno da disputa presidencial será vencido, ou por um candidato de extrema esquerda ou por um candidato de extrema direita. Os partidos de Centro precisam se unir por um nome reconhecido pela competência, que una o Brasil contra os extremismos. E esse nome é Henrique Meirelles”, defendeu a senadora.

Logo depois, o ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, retomou o polêmico discurso de defesa incondicional do governo Temer, mergulhado em índices de impopularidade históricos e denúncias de corrupção. De certa forma, apresentando o governo Temer como um exemplo do estilo MDB de governar, Marun destacou: “O presidente pegou um país destruído e teve a coragem de tomar medidas impopulares, mas necessárias. E o MDB vai continuar realizando esse trabalho e muito mais, com André para o governo de MS e Moka para o senado”, asseverou.

Competência

O ex- ministro da Fazenda e pré-candidato, Henrique Meirelles, falou a seguir, declarando-se animado com a união do partido em prol da candidatura de André Puccinelli. “O MDB vai ganhar as eleições em MS e nos vamos à luta pela presidência da República” afirmou o pré-candidato. Meirelles tem seu papel reconhecido, mesmo por não-partidários do MDB, como fundamental na recuperação econômica depois da crise desencadeada em treze anos de governo petista, mas sofre com baixíssimos índices de intenção de voto, segundo todos os institutos de pesquisa.

Em seguida o pré-candidato à reeleição pelo MDB, senador Waldemir Moka, falou do “compromisso do MDB com a reconstrução do país”. “Ninguém melhor preparado para governar o Estado neste momento do que o ex-governador André Puccinelli”, argumentou o senador.

Então foi a vez do ex-governador discursar. André começou denunciando “ameaças veladas que teriam sofrido políticos e militantes de outras legendas  interessados em participar da Comitiva MS Mais e Melhor”. “Nada poderá impedir a candidatura do MDB ao governo do Estado, nem as ameaças que tentam minar o  apoio a nossa campanha, nem as falsas denúncias, nem as  ‘fake news’ que tentaram criar nos eleitores a dúvida sobre a nossa candidatura. Mas acreditem: nenhum ficha-suja será candidato! E eu serei candidato porque sou ficha-limpa!”, garantiu. Afirmando ter aprendido com os pais já falecidos que “a verdade sempre vence!” E nós venceremos”.

O ex-governador afirmou que  “não tem inimigos, tem adversários” e destacou “as realizações de seus dois mandatos à frente do governo do Estado, mesmo em condições menos favoráveis, do que as do atual governo, que recebeu R$3,4 bilhões em recursos extra-orçamentários, o dobro do que nós recebemos em nosso governo”, comparou. “Mesmo assim, fizemos e faremos muito mais”, prometeu.

Puccinelli não deixou de falar das críticas ao seu jeito de governar: “Me chamam de coronel, de autoritário, mas o que eu imponho é autoridade para cobrar resultados”, defendeu o ex-governador, sempre criticado pelos opositores como sendo centralizador.

Presenças
Além de expoentes federais e estaduais da legenda também compareceram – entre outros -, o senador Pedro Chaves (PSC) e o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Este –  sobre as configurações de coligações e apoios que começam a se delinear na disputa ao governo do Estado -, ao ser questionado sobre qual o caráter de sua participação no evento do MDB, declarou: “Eu compareço como prefeito de Campo Grande e veremos como este cenário se definirá mais à frente”, concluiu.

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