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Policial
Noticia de: 17 de Maio de 2018 - 09:44
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Gaeco prendeu comandantes de batalhões da Polícia Militar

 Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a Corregedoria da Polícia Militar cumpriram nesta quarta-feira (16), 20 mandados de prisão e 45 mandados de busca e apreensão contra Policiais Militares suspeitos de corrupção, na capital e em 15 cidades do interior. Um suspeito, com prisão preventiva decretada, está foragido.

20 policiais militares de MS foram presos em ação contra contrabando

Em quase um ano de investigação, o Gaeco descobriu que a organização criminosa composta por esses policiais, incluindo Oficiais, atuava principalmente na facilitação de contrabando de cigarros. Eles agiam em Campo Grande e em regiões de fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

Na operação de hoje, mais de 125 policiais saíram para cumprir os mandados expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar.

Entre os presos estão o tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa – comandante do 11º Batalhão da PM de Jardim; tenente-coronel Luciano Espindola da Silva – comandante da 1ª Companhia Independente da PM de Bonito; 1º sargento Jhondnei Aguilera – comandante do 1º Grupamento de Boqueirão; sargento Angelucio Ricalde Paniagua – comandante do 2º grupamento da PM de Guia Lopes da Laguna; além do major Oscar Leite Ribeiro – Comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar de Bela Vista; e do cabo Ivan da Silva – que atuava em Maracaju.

A ação comandada pelo Gaeco tem relação com flagrante realizado em dezembro do ano passado, quando sete policiais militares tornaram-se réus pela prática dos crimes de concussão e sequestro.

Eles teriam sequestrado contrabandistas de cigarro paraguaio e cobrado R$ 150 mil para liberar o veículo. Na ocasião, dois policiais militares foram presos pelo Gaeco e interromperam a extorsão que os PMs praticavam.

Aumento de Patrimônio

Os mandados foram cumpridos nas residências, locais de trabalho e casas de parentes dos investigados. O Gaeco descobriu que alguns desses policiais tiveram um aumento de patrimônio muito grande em pouco tempo e que a organização criminosa sabia quando os carregamentos viriam para o Brasil. Os presos foram encaminhados ao presídio militar, no complexo penitenciário de Campo Grande.

A operação foi batizada de Oiketicus em alusão às lagartas desta espécie que constroem uma estrutura com seda e fragmentos vegetais que se parecem com um cigarro, e vai sendo ampliado com o crescimento do inseto.

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