25 de Abril de 2018 | 16:48
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Noticia de: 25 de Janeiro de 2018 - 12:08
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PF e CGU investigam esquema em hospitais que desviou R$ 3,2 milhões

Equipes fazem buscas em 20 endereços e dois alvos terão de colocar tornozeleira eletrônica

A Polícia Federal e a CGU (Controladoria Geral da União) investigam esquema de fraude em licitações, sobrepreço e desvios de materiais hospitalares que resultaram em R$ 3,2 milhões em prejuízos aos cofres públicos. A organização criminosa investigada, segundo a PF, tem braços no Hospital Universitário de Campo Grande e Hospital Regional.

A operação conjunta foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (25), cinco anos depois que os dois hospitais protagonizaram os escândalos da chamada “Máfia do Câncer”, investigada na Operação Sangue Frio. A força-tarefa foi batizada de Again (novamente em inglês), justamente porque o modo de atuação do grupo é parecido com o apurado em 2013.

Equipes estão pelas ruas vasculhando 20 endereços em Campo Grande, Dourados e Belém (PA).

Dos investigados, dois tiveram decretada a medida cautelar de colocação de tornozeleira eletrônica.

Máfia - De acordo com a PF, a “máfia” fraudava licitações causando sobrepreço nos produtos comprados. Para direcionar as concorrências, os servidores públicos envolvidos recebiam propina, pagas não necessariamente em dinheiro, mas em viagens e carros de luxo, por exemplo.

Além disso, “existem indícios de que os integrantes da organização criminosa desviavam os materiais adquiridos para serem utilizados em clínicas particulares, recebiam produtos com prazo de validade e qualidade inferiores ao previsto nos contratos e buscavam dificultar as fiscalizações da Controladoria Geral da União”, também informou a PF por nota.

O grupo atuava com ênfase no setor de hemodinâmica, para diagnósticos e tratamentos cardíacos.

campograndenews

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