13 de Dezembro de 2017 | 17:43
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Policial
Noticia de: 29 de Novembro de 2017 - 07:06
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Nando é condenado a quase 30 anos por tráfico e exploração sexual

Um ano após ser preso, Luiz Alves Martins Filho, o Nando, recebeu sua primeira condenação. Ele foi sentenciado a quase 30 anos de prisão - a soma total da pena foi de 29 anos, 10 meses e 10 dias, além de 1 mil dias-multa. O "serial killer" está detido preventivamente no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande).


Sob acusações de ser líder de um grupo de extermínio no bairro Danúbio Azul, região norte da Capital, e apontado como autor de 16 mortes, a condenação é referente a outros crimes: tráfico de drogas e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente.

A sentença foi proferida pelo juiz titular da 7ª Vara Criminal, Marcelo Ivo de Oliveira, que acatou a denúncia feita pela acusação de que Nando era organizar e participante de orgias regadas a drogas, entre elas cocaína, com adolescentes dependentes ou usuários do entorpecente.

Na acusação, é relatado inclusive que Nando, de carro, seguia jovens oferecendo drogas em troca de programas sexuais. Os fatos seriam cometidos desde 2010 com auxílio de outros seis denunciados, sendo que pelo menos 10 menores de 18 anos foram identificados como vítimas dessa exploração.

Culpado - O magistrado considerou Nando culpa em quatro dos casos denunciados. O réu negou todos os crimes, mas eles foram confirmados nas oitivas, que ouviram mais de 20 pessoas, entre vítimas e testemunhas.

"Restou demonstrado que o acusado, por inúmeras vezes, fornecia substância entorpecente como pagamento dos favores sexuais com as vítimas da exploração sexual, bem como também vendia substância entorpecente", conclui Ivo de Oliveira.

Pela exploração sexual, que se deu de forma continuada com cada vítima, o Nando foi condenado a 19 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, enquanto que à pena aplicada pelo crime de tráfico de drogas foi de 10 anos.

Outros - Quanto aos outros acusados ao crime de associação criminosa, o magistrado entendeu não haver elementos suficientes para condená-los, pois não foi encontrado o "vínculo associativo estável ou permanente", nem a formação de um grupo para fomento do tráfico, necessários para a configuração do crime.

"Não restam dúvidas que o acusado teve participação central no delito de exploração sexual, sendo o seu principal executor, mas não verifico que os acusados tenham se unido e se estruturado para praticarem os crimes", frisa o juiz.

Nando responde outros processos criminais nas varas do Tribunal do Júri, onde é acusado de vários homicídios, destruição e ocultação de cadáveres e porte ilegal de armas.


campograndenews 

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