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Mundo
Noticia de: 12 de Fevereiro de 2017 - 11:19
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Campo Grande tem 640 mil cartões do SUS a mais que número de habitantes

Campo Grande News

Quem precisa usar as unidades de saúde pública de Campo Grande sofre com a demora no atendimento e a lotação. Entre os motivos está o alto número de pessoas que são atendidas na cidade, mesmo não vivendo nela.

Pelos números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Campo Grande tem 863 mil habitantes. No entanto, há pelo menos 1,5 milhão de cartões do SUS (Sistema Único de Saúde) sendo usados na Capital, ou seja, excedente de 640 mil.

O cartão é usado para cadastro de todo e qualquer paciente que precisa buscar atendimento e resida no Brasil. Muita gente estaria usando endereços de parentes para dizer que mora na Capital, para ser atendida na rede sem passar pela regulação feita nos municípios do interior.

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), ocorre que desde 2012 há uma migração de pacientes do interior do Estado e até mesmo de outros estados para Campo Grade. 

Conforme a nota encaminhada pela secretaria, "desde 2012, o atendimento no SUS passou a ser regionalizado, sendo cada município e Estado responsável por gerir os seus serviços". Com isso, houve a migração de pacientes em busca de melhores estruturas.

Quem arca com número excedente de pacientes é a Sesau, uma vez que o repasse global por parte do Ministério da Saúde é feito com cálculo no número de habitantes. Isto explica, ao menos em parte, o discurso recorrente das autoridades do setor sobre como a demanda do interior 'afoga' o sistema em Campo Grande, refletindo em unidades cheias e queda na qualidade.

anta Casa - O maior hospital público do Estado também sofre com número elevado de cartões SUS. Segundo o presidente da unidade, Esacheu Nascimento, dados da SES (Secretaria do Estado de Saúde) e da Sesau apontam que 10% dos pacientes atendidos no local são de outra cidade. Mas, o Ministério da Saúde mostraa que na realidade são 30%.

"Quando manda a relação de atendimentos para o Ministério da Saúde e há um cruzamento de dados, a quantidade (de pacientes de outra cidade) muda de 10% para 30%. Lá, eles têm acesso a outros endereços e dados, então fazem este cruzamento. Esse excedente quem paga é a Santa Casa", pontua.

Para Esacheu, a Prefeitura e o Estado têm que fazer uma auditoria nos cartões que são usados. "Pessoas usam o endereço de parentes de Campo Grande para conseguir atendimento sem passar pela regulação do Estado. Assim como de países vizinhos usam de parentes que moram no interior de Mato Grosso do Sul para conseguir atendimento no Brasil", destacou.

A Sesau informou que o Município tem adotado medidas para filtrar os número de pacientes que não residem na cidade, "inclusive recomendadas pelo próprio ministério, para ter um controle sobre isso, mas isso depende de um sistema de cadastro que está em implantação", afirma.

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