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Mundo
Noticia de: 14 de Junho de 2016 - 16:37
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Obesidade impulsiona a desnutrição no mundo

O mundo está passando por uma crise de desnutrição impulsionada principalmente pela obesidade. De acordo com o Relatório Global de Nutrição 2016, divulgado nesta terça-feira, 44% dos países enfrentam níveis muito severos de subnutrição e obesidade.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os autores ressaltam que a desnutrição se manifesta de muitas formas e é definida pelo não atendimento das necessidades nutricionais do indivíduo. Pessoas com problemas de crescimento e desenvolvimento são consideradas desnutridas. Aquelas com sobrepeso ou com excesso de açúcar no sangue sal, gordura ou colesterol também.

“Uma em cada três pessoas sofre de desnutrição”, afirmou Lawrence Haddad, copresidente do grupo responsável pelo estudo e investigador associado o International Food Policy Research Institute.

Segundo a pesquisa, que já está em sua terceira edição, quase metade das mortes dos menores de cinco anos no mundo se deve à desnutrição, que, junto com regimes alimentares inadequados, constitui o primeiro risco para a saúde pública. Por outro lado, o número de crianças com menos de cinco anos com sobrepeso se aproxima da quantidade das raquíticas.

“Vivemos em um mundo onde ser desnutrido é clichê e isso é totalmente inaceitável”, disse Lawrence Haddad, coautor do estudo, à rede britânica BBC.

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De acordo com o levantamento, financiado por entidades públicas e organizações filantrópicas, enquanto a obesidade aumenta em quase todos os países, a desnutrição persiste nos lugares mais pobres. Isso significa que, se não houver uma atuação mais enérgica, a meta de acabar com a desnutrição até 2030 não será cumprida.

O estudo assinala que ao menos 57 dos 129 países analisados apresentam altos níveis tanto de desnutrição – principalmente no atraso do crescimento e anemia – como de obesidade e excesso de peso nos adultos. Além disso, 20 deles enfrentam um problema triplo com altos níveis de desnutrição, anemia e obesidade. Apenas China, Vietnã e Coréia do Sul não apresentaram problemas sérios com qualquer um destes indicadores.

Felizmente, sete países fizeram progresso na batalha contra a desnutrição e foram elogiados pelos autores. Foram eles: Nepal pela redução do número de crianças raquíticas, Suriname por menos crianças abaixo do peso, Jamaica pela diminuição da quantidade de crianças obesas, Peru pela redução da anemia feminina e aumento da amamentação, Nauru por menos adultos com sobrepeso (IMC acima de 25), Coreia do Norte pela diminuição na quantidade de adultos obesos (IMC acima de 30), e Israel pela redução do diabetes em adultos.

Diante destes resultados, os pesquisadores pediram uma ação mais efetiva do poder público e mais investimentos na luta contra a desnutrição.

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