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Cultura
Noticia de: 13 de Fevereiro de 2016 - 00:42
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Não se mede o sucesso de uma cidade apenas pelo número de buracos nas ruas

No nível mais vísivel dos problemas da cidade estão os buracos espalhados pelas ruas. Por trás, há muitas outras questões que as inúmeras mudanças na administração deixaram de lado. Na área cultural, por exemplo, Campo Grande não conta mais com a prefeitura. Também não há qualquer projeto relativo ao patrimônio histórico, ou ocupação de espaços públicos com diversão.

Projetos tradicionais que foram paralisados, como a Noite da Seresta, Só Rock no Horto, shows em bairros, oficinas teatrais, de dança, convênios com profissionais e os editais que desde 2014 não são pagos aos artistas, mostram que a cidade parou.

O diretor do Teatro Imaginário Marancangalha, um dos poucos grupos que ainda movimenta Campo Grande, Fernando Cruz, lembra que as praças e parques foram ocupados pela polícia. “Já são dois anos sem perceber o movimento cultural nos lugares públicos, as orlas estão abandonadas, os parques, como Ayrton Senna interditados, a comunidade sempre teve aquela parque onde aconteciam atividades, oficinas para a comunidade, apresentações de espetáculos e agora não existe mais. As praças estão com luzes queimadas, quadras derrubadas, como consequência a cidade se torna mais violenta, a pressão policial cresce”, acredita Fernando.

Fernando esclarece que em eventos realizados por grupos independentes, como o Estação Urbana, na Orla Ferroviária, em frente ao Hotel Gaspar, há mais policia que artistas. “É uma inversão da ocupação. Não tem política pública, as ações são autônomas, como o Sarobá, a Estação Urbana , os rolês na Orla e o próprio Carnaval de rua. Não há nem infraestrutura, está tudo abandonado”, descreve.

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