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Policial
Noticia de: 24 de Maio de 2022 - 17:34
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Juíza quadruplica fiança de condutor de caminhonete de luxo que cometeu crime de injúria racial contra policial em MS

A juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Três Lagoas (MS) considerou o valor da primeira fiança “desproporcional e injusto, diante da capacidade financeira” do motorista.

Após cometer o crime de injúria racial contra um policial durante uma abordagem, o condutor da caminhonete de luxo teve a fiança quadruplicada pela juíza Daniela Endrice Rizzo, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Três Lagoas (MS) e deve pagar R$ 10 mil para não retornar à prisão.

O valor inicial, atribuído pela delegada que acompanhou o caso, era de R$ 2.424, mas a juíza considerou o valor injusto, diante da capacidade financeira do homem.

“As circunstâncias dos fatos demonstram que o valor arbitrado pela autoridade policial é desproporcional e injusta, diante da capacidade financeira do autuado. Com efeito, segundo as palavras do próprio autuado, este ‘tem dinheiro, ganha muito mais que os policiais militares, seu pai tem dinheiro, pode colocar qualquer valor que paga’, diante disso, arbitro a fiança no valor de 10.000,00 (dez) mil reais”, escreveu a juíza no documento oficial.
Como o homem já pagou o valor da primeira fiança, a juíza o intimou para completar o valor. Desta forma, o motorista deve pagar mais R$ 7.576, o equivalente a pouco mais de seis salários mínimos.

A juíza determinou o prazo de cinco dias para ele pagar o total da fiança, sob pena de ter a prisão preventiva decretada.

Entenda o caso
Um policial, 33 anos, que atua na Rádio Patrulha da Polícia Militar de Três Lagoas (MS), foi vítima de injúria racial, na noite de domingo (22). As ofensas ocorreram durante abordagem policial a um condutor de uma caminhonete de luxo.

“É por negão igual a você que o Brasil não vai para frente. Você não estudou nada, seu policinha, fez somente o ensino médio”, disse o homem, 38 anos.
De acordo com a Polícia Civil, a ameaça e injúria ocorreram após a equipe policial abordar o condutor, que realizava manobras de arrastamento de pneus com uma caminhonete de luxo.

Durante a abordagem, o motorista recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Segundo a polícia, o homem estava visivelmente alterado e proferiu ofensas a um dos policiais da Rádio Patrulha quando foi informado que seria conduzido à delegacia.
“Ganho muito mais do que você, meu pai tem dinheiro. Pode colocar o que quiser aí, que eu pago [...] Eu vou te pegar na minha quebrada, negão, e vou te matar, vou cortar seu pescoço", disse o motorista, conforme o registro policial.
Segundo a ocorrência, o homem foi levado para a delegacia com o auxílio de algemas, pois estava muito exaltado e “para segurança da equipe, de terceiros e do próprio abordado”.

O caso foi registrado como Ameaça, Desacato e Injúria, se consiste na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
G1MS

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