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Mundo
Noticia de: 28 de Fevereiro de 2022 - 18:39
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Brasileiro que trabalha em empresa de barrigas de aluguel consegue deixar a Ucrânia: 'por um milagre de Deus'

Há dois anos morando na Europa, o sul-mato-grossense, Ross Kassakoff, deixou o país, mas pretende voltar quando a situação normalizar.

Após dias de tensão e medo por conta da guerra na Ucrânia, o assessor no ramo de barrigas de aluguel, Ross Kassakoff, de 30 anos, conseguiu ir embora da capital, Kiev, onde morava há dois anos, e está na Romênia.
Depois de conseguir transporte para a região de fronteira, Ross relatou que ficou cerca de 24 horas tentando atravessar a fronteira ucraniana, mas foi impedido por soldados que negaram a saída de homens menores de 60 anos.

Sob ameaça de fuzis e rifles, o brasileiro conta que de tempos em tempos as forças militares ucranianas escolhiam pessoas que poderiam cruzar a linha. Com o objetivo de dispersar a multidão, soldados atiravam para intimidar e conter os ânimos. A namorada de Ross ainda permanece na capital Kiev.
“Só tá saindo mulheres e crianças, e eles estão dando preferência para ucranianas. Os guardas na fronteira estão dando tiros pro alto, estão trabalhando com muitíssima má vontade, estão trabalhando como se fosse qualquer outro dia. Éramos os únicos homens da fila”, revelou.
Segundo o governo ucraniano, 352 civis foram mortos, incluindo 14 crianças. De acordo com a ONU, o número de refugiados da Ucrânia já passa de 500 mil.
Apesar dos momentos de tensão, Ross Kasakoff conseguiu atravessar a linha “por um milagre de Deus”. Há dias o brasileiro tentava deixar a capital da Ucrânia, assim como muitos moradores, após os ataques russos. “Eu consegui sair da Ucrânia por um milagre de Deus. Não tô exagerando. A situação aqui é realmente um cenário de guerra”, apontou.

Em um vídeo divulgado, Ross contou estar vivendo um momento surreal e nunca pensou que aconteceria fora dos filmes.
Drama
Há dois anos morando em Kiev, Ross é natural de Campo Grande (MS) e foi para a Ucrânia para trabalhar diretamente como assessor de uma empresa que agencia barrigas de aluguel para casais de todo o mundo.
A Ucrânia tornou-se um dos principais destinos de pais e mães em busca de barriga de aluguel devido ao preço atraente - quase metade do valor cobrado em outros países.

Mesmo com o cenário de guerra, Ross afirmou que não pretende deixar a região por enquanto. O jovem atua diretamente com o público brasileiro. “Eu trabalho em uma clínica de barrigas de aluguel e tem 600 mulheres grávidas em todo o território, e eu estou de coração apertado de ter saído”, lamentou.

Sem apoio do governo brasileiro
O brasileiro destacou a falta de apoio da Embaixada Brasileira na Ucrânia. Ao contrário do anunciado pelo governo federal, Ross afirmou que não teve nenhum apoio do Brasil ao finalmente cruzar a fronteira e deixar a Ucrânia.
Segundo Itamaraty, ainda constam cerca de 100 brasileiros, registrados na lista da embaixada brasileira em Kiev, que permanecem em solo ucraniano. A comunidade brasileira na Ucrânia, antes do conflito, era estimada em aproximadamente 500 pessoas.

“É importante dizer que quem tentar sair do país terá muita dificuldade. A única ajuda que tive é que eles vão pagar três diárias de um hotel na Romênia e depois ficarei a deus-dará. Realmente espero que os brasileiros consigam sair com segurança”, contou.
A guerra na Ucrânia entrou neste segunda-feira (28) no quinto dia. É o maior ataque de um país contra outro desde a Segunda Guerra Mundial, há 80 anos.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin autorizou o início da operação às 5h de quinta (24), zero hora de Brasília. O ataque foi simultâneo por terra, ar e mar e contra diferentes cidades do país.

Ao longo da quinta, enquanto bases militares eram destruídas, tropas avançavam no território ucraniano por praticamente todos os lados. Pelo Norte da Ucrânia, militares russos rapidamente tomaram Chernobyl.
Na sexta, em paralelo a mais bombardeios, o efetivo russo se aproximou da capital Kiev. Durante este final de semana, os dois países travam uma batalha pelo controle da cidade.
No domingo, o presidente russo colocou equipes de armas nucelares do país em posição de alerta. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ser o alvo número um da ofensiva russa e disse que nem sua família está a salvo.
G1MS

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