15 de Outubro de 2021 | 18:08
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Policial
Noticia de: 10 de Agosto de 2021 - 15:16
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Magistrado permite até 20 pessoas no júri popular de assassino de Carla, marcado para sexta-feira

Marcos André Vilalba de Carvalho vai ser julgado por crime que comoveu Campo Grande

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu como serão as regras para um dos júris mais esperados dos últimos anos em Campo Grande, marcado para sexta-feira, 13 de agosto.

Nesse dia, Marcos André Vilalba de Carvalho, de 22 anos, vai sentar no banco dos réus, acusado do feminicídio de Carla Santana Magalhães, a jovem que ele atacou na porta da casa dela, com um golpe “mata-leão”, estuprou, matou de forma cruel, com um corte profundo no pescoço, e depois abusou do cadáver.

Em razão das restrições impostas pela pandemia, o julgamento terá público, mas bem menor do que a capacidade do auditório do Tribunal do Júri em Campo Grande. Serão vinte pessoas, no máximo, com prioridade para os familiares, por ordem de entrada no recinto.

Não poderão ser usadas camisetas de protesto, para não influenciar os jurados. Quem for ao lugar, deve se atentar ao uso de máscaras e respeito às medidas de biossegurança.

Na decisão sobre o acesso ao plenário, o juiz cita que o crime é de grande repercussão. Informa, ainda, que esse despacho valerá para outros procedimentos do tipo marcados, uma vez que durante a pandemia, só a família estava tendo acesso às sessões.

“Considerando que não mais se vivencia o momento crítico nesta capital e no Estado sobre a pandemia do covid-19, inclusive, com flexibilização de muitos eventos, retorno do serviço público de forma gradual”, observa o magistrado na decisão que permite mais pessoas assistindo ao momento em que Marcos será levado ao julgamento popular.

Carla foi achada sem vida, nua, na varanda do estabelecimento na esquina da casa da família.  — Foto: Redes sociais

Carla foi achada sem vida, nua, na varanda do estabelecimento na esquina da casa da família. — Foto: Redes sociais

Crime bárbaro

Assassino confesso, Marcos admitiu ter dormido por duas noites com o corpo de Carla debaixo da cama entre a noite de 29 de junho de 2020 e a madrugada do dia 3 de julho, quando abandonou o cadáver na varanda de um bar na rua onde os dois moravam, no Bairro Tiradentes. A quitinete alugada pelo réu na época do crime e a casa da vítima são separadas por um muro apenas.

Enquanto Marcos dormia com o corpo da vítima embaixo da cama, a família da jovem viveu a angústia da procura. Carla morava com os pais e havia saído de casa para ir até a casa de uma amiga e, depois, comprar café num mercado próximo.

Quando foi raptada, a mãe ainda ouviu o grito da filha pedindo ajuda, numa cena que provocou comoção, pois o áudio foi captado por câmeras de vigilância na vizinhança, por volta das 19h do dia 30 de junho do ano passado.

No dia 3 de julho, Carla foi achada sem vida, nua, na varanda do estabelecimento na esquina da casa da família. Tinha um corte profundo no pescoço e sinais de violência sexual.

No dia 14, Marcos foi abordado por policiais militares, que encontraram dentro da quitinete dele panos sujos de sangue. Acabou preso pela Delegacia de Homicídios, unidade responsável pela investigação, e teve a prisão preventiva decretada. Desde então, espera o julgamento no Instituto Penal de Campo Grande.

Ele é réu por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel, e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também responde por ocultação, vilipêndio de cadáver e estupro, pois confessou em juízo que violentou Carla em vida e depois da morte. Foi acusado ainda de feminicídio, por menosprezo à condição de mulher da jovem assassinada.

Durante o andamento do processo, a defesa de Marcos chegou a cogitar alegar insanidade mental, mas desistiu. Nas alegações finais, ultima manifestação feita, o pedido é pela atenuação das agravantes, que acabou não sendo acatado.

Agora, tudo se decide no plenário, onde acusação e defesa terão tempo para manifestar suas teses, o réu é novamente interrogado. Nesse júri, não foram elencadas testemunhas.

Ao fim dos debates, os sete jurados vão responder aos quesitos, as perguntas sobre a culpa ou não do acusado. Depois disso, o magistrado define a pena.

G1MS


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