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Economia
Noticia de: 30 de Julho de 2021 - 16:17
Fonte A - A+

Geração de empregos tem o melhor resultado desde 2011 em Mato Grosso do Sul

Diante da necessidade de gastos públicos para enfrentamento da pandemia, o saldo das contas do primeiro semestre foi negativo em R$ 53,65 bilhões

Mato Grosso do Sul registra saldo positivo na geração de empregos pelo sexto mês consecutivo. Em junho, foram 3.535 postos de trabalho formal, resultado de 20.856 admissões e 17.321 demissões. É o melhor resultado para o mês de junho desde 2011, quando o saldo foi de 3.577 empregos.

Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os setores que puxaram o desempenho do mês passado foram comércio e serviços. 

O segmento de serviços foi responsável por 1.091 vagas, seguido de comércio (1.070), indústria (706), agropecuária (529) e construção (139).

A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio (IPF-MS), Regiane Dedé Oliveira, diz que o resultado aponta a retomada no setor terciário.  

 

“Isso é muito importante para a economia porque registramos um aumento no estoque de empregos. Do saldo de 3.535 empregos, 61% são de comércio e serviços. Então, os setores têm uma participação na geração de empregos e, consequentemente, na geração de renda ”, avalia.  

O doutor em Economia Michel Constantino ressalta que esses foram os filhos que tiveram mais restrições com a pandemia. 

 

“Agora, com as restrições diminuindo, esses fatores terão maior crescimento e vai aumentar a geração de empregos. Outro ponto importante para a adaptação das empresas para atender ao novo mercado de consumo e de serviços durante uma pandemia ”, destaca.

Para a economista Daniela Dias, o perfil do Estado faz com que os segmentos de comércio e serviços se destaquem na geração de empregos. 

 

“Esse foi um setor que se destacou bastante, tanto no período mais complicado da pandemia quanto posterior, diante de oportunidades que surgiram. E até mesmo a questão de relevância, porque muitos locais oportunidades nesse cenário ”, analisa.  

“É uma característica própria do perfil que temos no Estado, a maior parte dos empregos são gerados pelo comércio de bens e serviços. E o dinamismo que [os setores] têm utilizado para se recuperar tem sido mais intenso. Todas essas características acabam contribuindo com a empregabilidade ”, completa Daniela.  

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ACUMULADO

No acumulado do ano, o Estado também se destaca na geração de empregos. 

Conforme os dados do Caged divulgados ontem, no primeiro semestre de 2021, o Estado registrou 134.327 contratações e 106.733 desligamentos, dados em saldo de 27.594 postos formais.

 

Assim como no levantamento mensal, em seis meses o setor de serviços também foi o que mais gerou vagas. Foram 11.817 empregos formais no semestre, na sequência comércio (6.125), indústria (4.231), agropecuária (3.213) e construção (2.208).

No mesmo período do ano passado, o saldo foi de -2.583, já em 2019 chegou a 15.332. Este é o melhor resultado do primeiro semestre dos últimos sete anos.  

 

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, destaca que “os números comprovam que há uma retomada da economia”.  

Para ele, a política estadual de desenvolvimento econômico ao longo dos anos tem refletido na geração de empregos. “Estamos tendo um crescimento sustentável em todos os setores, e isso mostra que o empresário está confiante, contratando e produzindo”, afirma.

 

VACINAÇÃO

O avanço da vacinação contra a Covid-19 e a flexibilização das restrições impactam em um giro maior na economia do Estado. 

Consequentemente, a geração de emprego e renda também é ampliada.  

 

Na terça-feira, o governo do Estado anunciou a liberação do funcionamento de todas as atividades que ainda estavam proibidas, incluindo eventos e refinados, por exemplo. 

No entanto, é necessário seguir os protocolos de biossegurança e limitação de público.

 

Segundo o economista Michel Constantino, uma retomada econômica tem se ampliado no setor privado. 

“A recuperação está avançando e de forma sustentável, com crescimento vindo do setor privado [comércio e serviços]. E a vacinação é fundamental para melhorar a economia - a confiança e o consumo voltam e alimentam o comércio e os serviços que estavam parados ”, conclui.

 

Daniela acredita que as expectativas dos sul-mato-grossenses melhoraram nos últimos meses. 

“De fato esse resultado pode ter tido contribuição dos avanços da vacinação. Isso traz um pouco mais de alento e expectativas positivas, tanto por parte de empresários quanto de consumidores ”, destaca a economista.  

 

A economista do IPF ainda lembra que o governo do Estado adotou medidas como auxílio próprio, concessão de crédito aos pequenos e isenção de impostos para bares e restaurantes.

“Acreditamos que [a recuperação] se dá por causa do avanço da vacinação, medidas de incentivo e subsídios do governo para os setores mais afetados com a pandemia. E o próprio, que vem se reinventando para esse novo formato de comércio on-line ”, finaliza Regiane.


CORREIO DO ESTADO 



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