19 de Setembro de 2020 | 09:41
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Rural
Noticia de: 16 de Setembro de 2020 - 09:16
Fonte A - A+

Safrinha resiste ao clima seco do Estado e vai a 9 milhões de toneladas

Semeadura da soja 2020/2021 só deve começar em outubro, expectativa também é de uma boa colheita

O milho segunda safra 2019/2020 apresentou resultado acima da média esperada mesmo diante das intempéries climáticas. O plantio da cultura foi realizado mais tarde, em razão do atraso na semeadura da soja, sofreu com geada, estiagem e, por fim, excesso de chuvas. 

Mesmo assim, a produtividade será acima do estimado. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), a safrinha deve chegar a 9 milhões de toneladas. 

O presidente da Aprosoja, André Dobashi, explicou que a colheita será finalizada nos próximos dias e as estimativas elevam a produtividade, estimada em 76 sacas por hectare.

“A região norte já finalizou a colheita. Estamos terminando na região sul e fronteira. Inicialmente, a Aprosoja estimou 72 sacas por hectare, por causa da previsão de geadas, granizo, etc. Depois atualizamos para cima [76 sc/ha], e agora acreditamos que deve ser maior. A estimativa é chegar a 9 milhões de toneladas colhidas”, considerou, ressaltando que a estimativa era de colher 8,650 milhões de toneladas de milho.

Entre as mudanças de cenário neste ciclo do milho safrinha houve ainda a redução de área plantada. 

Segundo o boletim técnico do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), a área plantada com milho em Mato Grosso do Sul está confirmada em 1,895 milhão de hectares, redução de 12,79% quando comparada com a área da safra 2018/2019, que foi de 2,173 milhões de hectares.  

CLIMA

O clima prejudicou as lavouras desde o plantio até a colheita. Com o atraso na colheita da soja, a maior parte das lavouras de milho foi semeada após a janela mais indicada. 

“Enfrentamos a estiagem na época do plantio e as geadas, vendaval e chuva de granizo no período de desenvolvimento”, explicou Dobashi.

A estimativa é que as últimas áreas com milho sejam colhidas até dia 18 de setembro. A colheita já chega a 92%, segundo o presidente da Aprosoja. 

“Nos últimos 10 dias a colheita deu um salto, porque esquentou à noite, o milho perdeu umidade e se consegue dar marcha no trabalho. Na região Sul, que estava com esse problema da temperatura, tivemos uma correria grande de seis, sete dias em que foi possível entrar mais cedo na lavoura e sair mais tarde”.

Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, 56,30% da safrinha foi comercializada. As cotações do milho no mercado interno seguem evoluindo, pressionadas pela escassa entrada de novos volumes. 

O preço médio do mês de setembro foi cotado a R$ 47,88, avanço de 75,43% quando comparado ao mesmo mês do ano passado, quando a saca foi cotada a R$ 27,29/sc.

“É importante ressaltar que a maior parte do milho foi comercializada nessa média de R$ 28, porque o produtor comercializou 60% da produção no mercado futuro”, frisou Dobashi.

SOJA

A safra de soja 2019/2020 teve resultado recorde na colheita. A oleaginosa chegou a 11,325 milhões de toneladas e 3,389 milhões de hectares de área plantada, enquanto na safra anterior foram produzidas 9,9 milhões de toneladas. 

De acordo com a Aprosoja, 5% dos produtores plantarão em setembro.


Com informações correiodoestado

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