24 de Outubro de 2021 | 10:44
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Rural
Noticia de: 24 de Julho de 2020 - 08:37
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Em sete dias, queimadas destroem o equivalente a 34 mil campos de futebol em município no Pantanal de MS

Com situação grave, bombeiros precisam escolher onde agir para combater focos em Corumbá (MS). Município pediu ajuda do governo federal para lidar com o avanço das chamas.

As queimadas em Corumbá, município na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Bolívia, já destruíram mais de 34 mil hectares do Pantanal - o equivalente a mais de 34 mil campos de futebol - apenas nos últimos sete dias. A estimativa é do Corpo de Bombeiros, que atua no combate as chamas na região, e já precisa selecionar onde a situação é mais grave para agir.

"Infelizmente a gente chegou nesse ponto de priorizar os locais que tem dado maior prejuízo à população para combater as chamas. A fumaça que cobre a cidade e dificulta a respiração tem atrapalhado muito a saúde pública, ainda mais em um momento de Covid-19", destacou o tenente coronel Luciano Lopes de Alencar, comandante do Corpo de Bombeiros em Corumbá.

Os militares acompanham o avanço das chamas por imagens de satélite. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Corumbá é a cidade com mais focos de incêndio no Brasil, com 2.423 até a última quarta-feira (22). Apenas nas últimas 48 horas, foram 192 focos iniciados no município, que tem o tamanho territorial uma vez e meia maior do que todo o estado do Rio de Janeiro.

Equipes do Corpo de Bombeiros e Prevfogo do Ibama fazem combate a queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Equipes do Corpo de Bombeiros e Prevfogo do Ibama fazem combate a queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O município também criou o Comitê de Prevenção e Combate à Incêndio Florestal no Pantanal, com participação de vários órgãos públicos, para pedir ajuda ao governo federal. Nenhuma resposta foi enviada a Corumbá até a publicação desta reportagem. O tenente Isaque do Nascimento, presidente do Comitê, afirma que o auxílio é necessário, no momento.

"Temos que nos antecipar aos fatos, pois não podemos esperar a situação ganhar uma dimensão incontrolável. Por isso, buscar reforço externo requer uma marcha administrativa e é o que está acontecendo agora. Por vezes a resposta não vem na mesma velocidade que a gente deseja, então temos que aperfeiçoar nas ações, para que a gente consiga dar uma resposta mais ágil para cada situação", disse o tenente, em entrevista à TV Morena.

Enquanto a situação se agrava, uma força tarefa montada com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul e Prevfogo do Ibama, realiza ações de combate na região. Com o reforço de bombeiros militares e embarcações vindas de Aquidauana e Jardim, vinte e duas pessoas atuam na frente de trabalho na região do incêndio, com quatro embarcações. Os trabalhos continuam nesta quinta-feira (23).


Com informações G1 ms 

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