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Noticia de: 24 de Março de 2020 - 09:24
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Cervejaria para produção para envasar álcool doado por usinas para unidades de saúde de MS

Os 200 mil litros de álcool doado pelas usinas passa por um processo de adequação para depois ser envasado em fábrica de bebidas em Campo Grande.

Uma empresa de Campo Grande que produz cerveja e refrigerantes vai parar sua linha de produção nesta terça-feira (24) para envasar mais de 55 mil litros de álcool 70, que será encaminhado para hospitais e postos de saúde de Mato Grosso do Sul, para fazer a desinfecção de ambientes e equipamentos.

A iniciativa do grupo RFK, que produz em Campo Grande as cervejas Bamboa e Moema e os refrigerantes Refriko, ocorre em parceria com o governo do estado, que fez o pedido do envasamento e das usinas sucroenergéticas, que por meio da Associação dos Produtores de Bienergia (Biosul), doou 200 mil litros de álcool para a produção do álcool 70 e o enfrentamento da pandemia do coronavírus em Mato Grosso do Sul.

Segundo a empresa, o álcool doado pelas usinas é do 96% e para se transformar em álcool 70º GL (graus GL), o mais recomendado ao combate do coronavirus, precisa antes passar por um processo de adequação.

Primeiro, o produto recebe uma porcentagem de água para se tornar menos volátil, o que faz com que atue por mais tempo nas superfícies. Essa quantidade de água, que pode chegar a 25% do total a ser envasado, primeiro tem de passar por um processo de desinfecção através de luz ultra-violeta. O sistema já existe na fábrica de cervejas e pode purificar cerca de 5 mil litros de água por hora.Para o envase e distribuição, o grupo fez a doação de mais de 50 mil garrafas pet de 2 litros, usadas no engarrafamento dos refrigerantes da marca e disponibilizou sua linha de fabricação para abastecer as garrafas com álcool por, pelo menos, 8 horas por dia.

“Não podemos pensar em prejuízo comercial num momento tão delicado que estamos vivendo. É mais importante pensar no ganho social. Fomos solicitados pelo Governo do Estado para colaborar e estaremos à disposição para o que for necessário. Espero que outros empresários tenham a mesma consciência”, afirmou Márcio Mendes, presidente do grupo RFK.

De acordo com a empresa, o processo de recebimento e envase do total da matéria-prima doada pelas usinas tem sido feito em etapas pela empresa para evitar riscos. Como o produto é altamente inflamável, só é possível receber e envasar 50 mil litros por dia e todo o processo é controlado pelo Corpo de Bombeiros de Campo Grande com caminhões de combate a incêndio para evitar possíveis acidentes.

Espera-se que até o meio desta semana, a fábrica tenha envasado mais de 200 mil litros do produto readequado - já com adição de água tratada – que serão distribuídos pelo governo do estado às instituições de saúde.

Sobre a doação do produto, o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, destacou que este é um momento de solidariedade, para ajudar o estado a enfrentar a pandemia. “Fazemos nada mais que a nossa obrigação, o momento é de solidariedade”, comentou.

G1

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