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Policial
Noticia de: 29 de Novembro de 2019 - 14:26
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“Policial não aprende a atirar na perna”, diz comandante do Choque

Jovem de 25 anos morreu na noite desta quarta-feira (27) baleado no tórax após trocar tiros com policiais do Choque da PM

Em uma das entradas da sede do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, em frente ao verde de mata fechada do Parque dos Poderes, quadro ao fundo exibindo o símbolo do batalhão é o primeiro horizonte de quem entra no edifício. Elmo de gladiadores romanos, a força, o raio, a rapidez e a muralha de um dos maiores impérios da história estão ali.

Batalhão com maior potencial de armamento e combate a ocorrências violentas, o "Choque" costuma chamar a atenção quando os policiais estão em fila, com arma pesada nas mãos, nas imagens que mostram ações de contenção e repressão em presídios, no de Segurança Máxima, por exemplo, mas também quando fazem tombar durante a noite.

Nesta semana, em dois dias consecutivos, dois homens, de 20 e 25 anos, morreram baleados por policiais militares de Mato Grosso do Sul. Lucas Kauã Martins Vinco de Oliveira, 20, conhecido como “Diamante” (citado como membro do Primeiro Comando da Capital, o PCC), morreu no Jardim Los Angeles.

Trocou tiros, diz a polícia, com revólver 32 na mão, foi alvejado e morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário. Foragido , de São Paulo, aqui estava ligado a grupos que cometiam roubos e furtos.

Na noite seguinte, história muito similar. Diones Rodrigo Saldina Cristaldo, 25 anos, baleado no tórax, tentou fugir pelos muros de uma casa no Parque Lageado, atirou contra os policiais com uma 38 e morreu no Hospital Regional.

Símbolo do Batalhão de Choque da PM em MS (Imagem: Reprodução)Símbolo do Batalhão de Choque da PM em MS (Imagem: Reprodução)

Última opção – Comandante do Batalhão de Choque da PM, o tenente coronel Marcus Vinícius Pollet afirmou em entrevista ao Campo Grande News, nesta quinta-feira (28), que nenhum policial aprende a atirar na perna, como tiro de "advertência", como vemos nos filmes.

“A arma letal é a última alternativa tática que o policial dispõe, a arma não é utilizada, o policial não aprende a atirar na perna, no braço, ele aprende, nos cursos, sempre a atirar na área torácica, na região torácica. Então, o disparo por ser a última alternativa e até pra poder preservar a vida do policial ele efetua o disparo na região torácica. Ele é treinado, ele é formado para efetuar o disparo na região torácica”, afirmou.

O Atlas da violência 2019 elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por municípios, com dados de 2017, indica que a criminalidade diminuiu em Mato Grosso do Sul nos últimos 10 anos, com destaque para Campo Grande, uma das Capitais onde os crimes representam queda mais acentuada.


Com informações campograndenews

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